por Rapha Marks – estudante de Engenharia Civil da Universidade Federal de Viçosa e Diretor de Comunicação da ONG Engenheiros sem Fronteiras
Na mesma semana em que Ifes (Instituições Federais de Ensino Superior) e outras instituições de ensino público falam de greve por conta do descaso do governo, surgem nas redes sociais imagens e textos de auto-ajuda, nos quais mulheres são levadas a acreditar que o príncipe encantado não existe, homem que é homem gosta de futebol, é mulherengo e tarado. A princípio, para um observador desatento pode parecer que tais ações não estejam interligadas, mas se olharmos a fundo veremos que esse é um reflexo da conjuntura psicológica nacional que reflete em nossa política.
Atualmente somos banhados por uma onda de senso comum que tem se disseminado por redes sociais, noticiários e mídias, sejam impressas ou televisas. É verdade que esse não é um fato atual, já é decorrente de séculos, mas ele tem ganhado força com a globalização e o avanço da tecnologia. Ao que parece, apesar do acesso a múltiplas opiniões e pontos de vista, o povo é apanhado por aquelas que possuem teor de entretenimento . Uma informação mais inflada, com tom mais ríspido e escrachado, temperado com escárnio, comédia e drama. Essa é a mais pedida, a mais procurada.


