Nós, estudantes da USP, estamos cansados de viver à sombra de um movimento estudantil que não ouve nossas vozes e não nos representa.
Mais uma vez alguns alunos tomaram atitudes que os ESTUDANTES da USP não ratificam: invadiram a reitoria, numa manobra em que novamente uma minoria quis decidir em nome de todos os estudantes.
Ceder a um grupo como esse é permitir que uma ação extremista não legitimada tenha êxito e que seja um precedente para novas ações dentro da USP e fora. Estão lutando contra os instrumentos que temos para manutenção de nossa estrutura democrática.
Concordamos com a proposta de desenvolver grupos de discussão entre alunos, professores e funcionários para promover o debate e chegarmos a um consenso sobre a questão “PM no campus”. Também somos a favor da ampliação da guarda universitária, com treinamento voltado para o tratamento das questões da USP. Não podemos ter uma GU que só se responsabiliza pelo patrimônio.
Aceitamos a sugestão de promover uma polícia comunitária, com treinamento para os policiais, e que isso sirva de modelo para a própria polícia aprimorar sua relação com a população não só do campus, mas também com toda a população fora dele.
A USP precisa urgentemente desenvolver programas de esclarecimento a respeito das consequências do uso e do abuso de drogas e álcool. Sabemos que existem excessos, assim como a perpetuação de uma cultura desinformada que leva ao abuso de consumo por parte de alguns, comprometendo sua saúde, seu desempenho e seu relacionamento com os demais.
Estamos abertos para discussões, assim como sempre nos temos mostrado, o que consideramos ser requisito fundamental para o desenvolvimento de um relacionamento político dentro de um ambiente democrático.
Precisamos de uma revolução, que extermine esse cancro composto por movimentos estudantis anacrônicos que insiste em interferir em nossas atividades discentes e manchar a imagem dos estudantes da maior universidade do Brasil.
CHEGA DE BARBÁRIE!
Venha conosco participar do protesto contra a invasão da reitoria!
Precisamos mostrar a eles que, numa democracia, a maioria se compõe de 50% mais 1.
Dia 07/11/11, das 17h às 20h, na rua do Anfiteatro

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Parabéns a vocês alunos, que de fato estudam e não concordam com essa barbárie. Sou funcionário da reitoria da USP e como tal, pude adentrar no prédio da reitoria após a desocupação. O prédio está horrível no seu interior. Paredes fora pichadas, equipamentos quebrados e muito lixo deixado pelo chão. Tudo em nome de um protesto contra a presença da Polícia Militar no Campus, a qual, após entrar no campus e trabalhar em parceria com a Guarda Universitária fez com que os índices de criminalidade caíssem 92% no campus. A quem interessa a saída da PM? Aos traficantes, ladrões, estupradores e toda sorte de criminosos que ateerorizavam a comunidade uspiana.
Conclamo a todos aqueles que estão na USP para estudar, trabalhar, visitar, prestar serviço ou praticar esportes, a que apóiem a PM e isolem esta minoria que não respeita a Universidade e se acha acima da lei.